
Tudo era tão normal. As coisas sempre em equilíbrio. Agora uma mistura tenra de angustia e falta. Algo que... Específico talvez. Que preencha e faça arder como a primeira fogueira. Uma necessidade, sem descrição, do tamanho desespero interno. Uma vontade de sorrir e de chorar. Gritar pra talvez assim isso que me falta me ouvir. Quero o simples, que não é nada que vá faltar a ninguém. Mas nisso vou ficando e vivendo no escuro. Ele me enfeitiça.
As redundâncias da vida entendidas já sobram. As metas já se atingem por si só. As margens já não mais fazem seu dever; já não mais mudam. Nem me mudam. A cada instante tento fugir mais e mais, mas pra fora de mim. Pois já me entendi por intermédio de mim mesmo. E das situações experimentadas e por mim retraídas. O que me sustenta nessa escassa rotina diária de se entende é um algo que me impulsiona a atravessar o tempo. Pois em algum lugar do tempo sei que encontrarei o faltado. Em algum lugar do tempo. Por enquanto vou vivendo tenramente. Cada dia... Esperando o dia em que viverei junto. Um dia, juntos.










